Ancestrais

ANCESTRALIDADE EFON


Falar da nossa ancestralidade, é contar nossa história e explicar de onde viemos, pois assim justificaremos para onde iremos. E tudo começa com dois africanos, que vieram de Ekiti-Efon, na Nigéria.

JOSÉ FIRMINO DOS SANTOS (Tio Firmino/Firmo)


Babalawo (Sacerdote de Ifá), iniciado para o Orisà Osun, foi o primeiro sacerdote do "Ile Axé Oloroque". Trouxe o Asé para o Engelho Velho de Brotas - Salvador/BA.

MARIA BERNARDA DA PAIXÃO (Maria do Violão)

Iniciada para o Orisà Oloke, recebeu o título de sacerdotisa da casa no ano de 1908, e iniciou diversos Iyawos, Oloiyes e Ajoiyes, dentre eles Matilde de Jagun, Paulo do Bronco, Celina D'Yemonjà e Cristóvam D'Ogun.

MÃE MILU (Asika)

Africana vinda no navio negreiro junto com Tio Firmo e Maria do Violão, foi Mãe pequena do "Axé Oloroque", iniciada para o Orisà Logun Edè.

MATILDE MUNIZ DO NASCIMENTO (Matilde de Jagun)

Assumiu o Asè, após o falecimento de Maria do Violão, iniciou Crispina D'Ogun, Noélia D'Osun, dentre outros. Dirigiu o Terreiro do Oloroque até o seu falecimento, o que provavelmente ocorreu em 1970. 

CRISTÓVAM LOPES DOS ANJOS (Cristóvão D'Ogun)

Iniciado para o Orisà Ogun, dividia suas funções de sacerdote do Ile Ogun Anaeji Igbele Ni Oman, em Albarana/BA com as de Oloiye do Terreiro do Oloroque. Em Albarana iniciou diversos Iyawos, dentre eles Waldomiro Costa Pinto (Pai Baiano), lá também foi tirado o barco de ARLINDA LOPES DOS ANJOS (Mãe Lindinha D'Oyà), iniciada por Mãe Runho do Bogun (Naçao Jeje). Após um período em Albarana, Pai Cristóvão resolve trazer a sua casa para o Rio de Janeiro, no Município de Duque de Caxias, Bairro Pantanal, onde iniciou MARIA LOPES DOS ANJOS (Mãe Maria de Xango), sua neta e herdeira. Em terra fluminense, iniciou diversos filhos. Podemos citar vários que preservam e mantém nossa cultura: Alvinho D'Omolu, Altair D'Oyà, Messias D'Ogun, Eulina D'Oyà, Ogan Bento D'Osossi, Pai Loci, dentro tantos outros. Em 1985, com a passagem de Pai Cristóvão, Mãe Maria de Xango, assume o Ile Ogun Anaeji Igbele ni Oman e até hoje dirige o Asè Oloroke Pantanal com garra e sabedoria.

A história da nossa ancestralidade, não se resume a essa figuras ilustres, estamos trabalhando para dispor neste espaço, da história de todos os ancestrais do Efon. Contaremos até aqui,a história de dois Sacerdotes responsáveis pela disseminação da cultura Efon.


WALDOMIRO COSTA PINTO (Pai Baiano de Xango)

Pai Baiano, iniciado para o Orisà Xango, dirigiu o Ile Babá Ogun Megege (Asè Baru Lepe), no Município Parque Fluminense, Duque de Caxias - RJ, e foi um sacerdote que propagou bastante a cultura Efon através de seus filhos. Dentre os iniciados por Pai Baiano, temos Vivaldo de Logun, Gamo D'Osun, Francisco D'Iyemonjà, Mãe Ilza D'Osalà. Pai Baiano, após ter iniciado uma boa quantidade de Omo Efon, passou a fazer parte da Nação de Ketu, tendo tomado obrigação com Mãe Menininha do Gantois¹.

ALVARO PINTO DE ALMEIDA SOBRINHO (Pai Alvinho D'Omolu)

Iniciado para o Orisà Omolu, foi sacerdote do Ile Asè Monge Gibanaue (Asè Gibanaue), na Baixada Fluminense, começou seu Ile em São Paulo, e trouxe o Asè para o Rio de Janeiro, em 1974. Iniciou dentre os seus filhos, Rozevaldo D'Osumaré, Eurídice D'Omolu (Mãe Gamo), Mãe Ada D'Omolu, Ogan Suzano, dentre outros. Muitos dos seus filhos até hoje seguem a Nação Efon, e alguns deles, hoje são filiados ao CONAE.

Aos que desejarem conhecer, o CONAE possui o nome de todos esses Agbàs, porém, por motivos de manter o sagrado, não divulgaremos aqui seus nomes. Porém, estamos dispostos a repassá-los a todos os nossos filiados, pois, assim, teremos um culto tradicional e coerente com nossa missão.

Awure!

 

CONTINUA...


1 - Fonte Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Waldomiro_de_Xangô

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